Homenagem ao meu querido Jack 2010-2024
A Dor indescritível da partida do meu melhor Amigo
Homenagem ao meu querido Jack
A dor da perda de um ser que amamos é algo inexplicável, um turbilhão de emoções que invade e que se transforma num vazio. Uma dor dilacerante da falta do meu companheiro que transcende os laços da sua espécie, um amigo leal e incondicional que me acompanhou por 14 anos de vida.
É com o coração partido que escrevo estas palavras em homenagem ao meu querido Jack, um galgo extraordinário que partiu dia 27/05/2024, é mais uma estrelinha no céu, após 3 anos a travar uma luta incansável contra diversas doenças, mas cheio de força de viver.
O Jack não era apenas um animal de estimação, era família, um ser único e especial que iluminou as nossas vidas com sua alegria, lealdade, sensatez, sabedoria e amor incondicional. Desde o dia em que o fui buscar, ele tornou-se o meu maior aliado no trabalho voluntário com animais, o meu parceiro de vida, de resgates, a minha alma gêmea que me completava.
Ao longo de quase 14 anos (faltava uns dias), construímos uma relação perfeita, baseada em amor, sintonia, uma ligação mágica de compreensão mútua, muito forte.
O Jack era um ser sensível e inteligente, capaz de ler os meus pensamentos e sentimentos com apenas um olhar, conhecia-me melhor que eu própria. A sua personalidade forte e independente, tornava-o ainda mais especial, sempre pronto para defender aquilo que naquele momento lhe apetecia.
Apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, o Jack nunca desistiu. A sua força de vontade e resiliência, mudaram a minha vida, ensinou-me o verdadeiro significado de perseverança e amor pela vida. Mesmo nos seus momentos mais frágeis, ele demonstrava sempre uma força sobrenatural, uma doçura contagiante e um amor incondicional por mim e por todos ao seu redor.
A partida do Jack deixou um vazio nos nossos corações, mas também a certeza de que ele viveu uma vida plena e feliz, cercado do máximo de amor e admiração.
A sua história inspirou e tocou a vida de muitas pessoas, animais e galgos que tiveram a oportunidade de ser salvos por ele, conhecê-lo e fazer parte da sua vida.
Jack, o galgo que conquistou o coração de muitos, não se despede apenas deste mundo físico. A sua história extraordinária tornou-o imortal, transcendendo os limites do tempo e espaço. Através de suas ações e legado, ele continuará a inspirar a história dos galgos por várias gerações.
A sua presença marcante fez-se notar em diversos âmbitos:
– No cinema o Jack eternizou-se na tela, participando no filme AMADEO, eternizando com a sua interpretação e da Eva para sempre na história do cinema português.
– Na televisão a sua simpatia e carisma conquistaram o público em programas na TVI, CMTV, RTP e outros órgãos de comunicação social, levando alegria e aquela ternura especial para milhares de espectadores e admiradores.
– Em revistas e jornais a sua história e beleza estamparam as páginas de diversas publicações, como a revista Visão e muitas outras, inspirando e informando o público sobre os problemas da sua raça.
– A sua elegância e porte levaram-no ao mundo da Moda, participando de anúncios e campanhas, com modelos famosos e marcas famosas como a https://www.instagram.com/greyhound_shirtcompany/ demonstrando que os galgos podem ser símbolos de beleza e estilo.
– Na defesa dos galgos o Jack era um verdadeiro defensor da sua raça. A sua participação em ações de resgate de galgos abandonados e fugidos contribuiu para a conscientização sobre a importância de como resgatar, proteger, defender e recuperar estes animais.
– Em estúdios fotográficos a sua fotogenia e bom humor, transformaram-no num modelo, encantando fotógrafos e público com sua personalidade única como foi com os Studio P – Pets Photography
– Nas redes sociais o Jack conquistou a internet, tornando-se um verdadeiro influencer, através do instagram e facebook e website da Katefriends Associação, www.katefriends.org ele compartilhava a sua vida, inspirando as pessoas a adotarem galgos.
Em cada um desses espaços, o meu Jack deixou a sua marca, conquistando corações e inspirando mudanças.
Ele era um verdadeiro Sir Jack Hopkins canino no mundo que representou, um símbolo de elegância, lealdade e amor incondicional.
A sua partida deixa um vazio imenso, mas a sua memória é um legado que jamais será esquecido.
Jack, meu amigo, meu companheiro, meu herói, jamais te esquecerei. Vais continuará vivo nas minhas lembranças, nas histórias que contarei e no amor que dedico em cada ser que resgato. Descansa em paz amorzinho do meu coração.
GALGOS/GREYHOUNDS PARTICULARIDADES FISIOLÓGICAS E CUIDADOS ESPECIAIS
IMPORTANTE SABER PARA QUEM TEM OU VAI ADOTAR GALGOS
Texto e trabalho de pesquisa realizado por Cristina Gonçalo de:
1 DE FEVEREIRO – DIA MUNDIAL DO GALGO
Todos os anos em Portugal, Espanha e outros países do Mundo, milhares de galgos nascem e são criados para correr e caçar. A grande maioria suportam uma vida de medo, obrigações, de trabalho, crueldade e quando não são mais úteis, são abatidos e abandonados sem dó nem piedade.
O Dia Mundial do Galgo é um grito de ajuda e revolta para todos os galgos que tantas atrocidades sofrem às mãos dos caçadores e nas corridas.
Fevereiro é um mês fatídico para os Galgos! A temporada da caça termina e o abandono começa…
Vamos dar voz a todos os Galgos e lutar para que possam ter uma vida com dignidade e amor, pois nada mais são mais que animais de estimação.
Todos os galgos são provenientes da Portugal, na foto de capa está a Tsuki, (Lua que andava em Mem Martins e foi atropelada) Fox, Baileys (grupo toureiro), Nutella (incêndio Santo Tirso), Alva (grupo toureiro), Eva, (imagem da katefriends), Ella que já faleceu com osteosarcoma e a Grace que veio do grupo do toureiro e não sobreviveu quando chegou a Lisboa.
Todos os sobreviventes foram resgatados, recuperados e adotados em Portugal.

GALGOS DE SANGUE UM NEGÓCIO MACABRO – DENÚNCIE SAIBA COMO
A vida da maioria dos galgos é de um sofrimento constante desde o dia em que nascem.
São explorados ainda muito pequenos (3 meses) para serem cães de corridas durante um curto período que termina entre os 2 e 3 anos. Com o desgaste excessivos dos músculos, articulações, discos intervertebrais em competições, e devido ao doping praticado por muitos dos seus detentores, os animais sofrem de doenças crônicas ainda muito jovens e alguns aparentam ter muito mais idade do que têm na realidade.
Após algumas denúncias efetuadas também a órgãos de comunicação social, entre os quais a TVI, que passou a 15 de Outubro de 2019 às 20H43 no Jornal da 8h, uma reportagem da Jornalista Alexandra Borges sobre os maus tratos das corridas de galgos, onde apareceram testemunhas ligadas às corridas de galgos de cara tapada a confirmar a dura realidade da vida sofrida destes animais.
“Out of the record”, foi denunciado por elementos ligados à FNG (Federação Nacional de Galgueiros), que não concordam com as práticas dos seus “colegas”, que 80% dos galgos que competem em corridas de lebre mecânica, e de corridas de lebres vivas a corricão no nosso país, quando lesionados, doentes ou impossibilitados de serem dadores de sangue, o seu destino é a morte ou o abandono, sendo lhes extraído o chip (quando têm) e raspadas ou efetuados golpes no interior das orelhas para invalidar a leitura das tattoos (quando as têm).
Galgos são a única raça canina que se qualificam como doadores universais de sangue. O tamanho da raça e personalidade tornou-os infelizmente perfeitos para este procedimento. O estilo de corpo permite encontrar veias mais fácil. Todos os animais dadores de sangue deveriam fazer um intervalo de pelo menos 3 meses na sua qualidade de dador.
O sangue do galgo tem ainda a vantagem adicional de ser particularmente rico em glóbulos vermelhos. Estas qualidades fazem o sangue do galgo ainda mais desejável para uso médico e uma fonte de rendimento acrescida, para aos galgueiros que se dedicam a este negócio.
Desta forma os galgos tornaram-se em Portugal e no mundo, vítimas das suas próprias qualidades excecionais.
Em Portugal muitos detentores de galgos começaram a ver aqui uma fonte de rendimento para os seus cães que ainda utilizam nas corridas, bem como os que já não servem para elas, transformando-os em prisioneiros para extração de sangue até completarem 5 anos, idade limite para um galgo poder ser dador.
Muitos galgos de corrida são alojados em instalações espalhadas pelo país no Norte, no Centro e no Sul, onde os mantêm doadores “cativos” até não poderem servir mais.
Estas estruturas são ilegais e não são controladas por nenhuma entidade fiscalizadora.
O que acontece a todos os galgos dadores cativos após completarem 5 anos?
DENUNCIE NÃO OMITA NÃO ENCUBRA:
LIGUE PARA AS LINHAS DE APOIO AOS MAUS TRATOS ANIMAIS DE PORTUGAL:
SEPNA
Tel. 808 200 520
E-mail: sepna@gnr.pt / dsepna@gnr.pt
PSP DEFESA ANIMAL
Tel. 21 765 42 42
E-mail: defesanimal@psp.pt
POLÍCIA JUDICIÁRIA
CONTACTE A KATEFRIENDS:
Email: katefriends@katefriends.org
História dos Galgos
Galgo, a sua história

O Greyhound tem mais de 6.000 anos de história. Evidências disso foram descobertas em túmulos, com esculturas de cães de pernas longas, focinhos compridos e pescoços compridos em Catal-Huyuk, que é hoje o sudoeste da Turquia. Essas esculturas remontam a 6000 a.C. e sabemos que durante esse tempo, esculturas ou desenhos representavam algo de valor. Figuras famosas históricas conhecidas como Cleópatra, Alexandre o Grande, Rainha Elizabeth I, Rainha Victoria e General George Custer, tiveram galgos.
Durante os tempos egípcios, os faraós conhecidos por possuir galgos foram, Tutancâmon, Amenófis II, Tutmés III, Rainha Hatshepsut, Cleópatra VII, e Alexandre o Grande que possuía um galgo chamado Peritus, que cavalgava ao seu lado em muitas grandes batalhas. Durante uma fatídica batalha, Peritus lutou para atacar um elefante e como se pode imaginar, Peritas perdeu essa batalha. Mas como Alexandre ficou tão impressionado com esse ato de bravura, ele nomeou uma cidade de Peritus e mandou construir e erguer uma estátua em homenagem ao seu cão na praça da cidade.
Durante a fome da Idade Média, os galgos quase se extinguiram, os clérigos é que os salvaram e criaram para a nobreza. O rei Howell do País de Gales estabeleceu uma lei que tornava o assassinato de um galgo uma ofensa punível com a morte. Em 1014, o rei Canuto da Inglaterra estabeleceu uma lei que proibia os plebeus de possuírem esses cães de caça régios. Plebeus apanhados com esses cães foram severamente punidos e matar um galgo foi uma sentença punível com a morte. Cães em geral durante esta época foram desprezados, enquanto o Greyhound foi considerado altamente valorizado. Nos túmulos durante este tempo, os galgos são descritos como símbolos de poder, junto com o leão para simbolizar a força.

O período da Renascença trouxe consigo muitos novos artistas e galgos foram um foco frequente em pinturas. Artistas como Veronese, Pisanello e Uccello imortalizaram os galgos nas suas obras de arte.
Com o advento da era vitoriana, a realeza não eram as únicas pessoas autorizada a possuir galgos. As pessoas que ascendiam em status elevados começaram a gostar da raça, que começou a ser usada para perseguir lebres em campo. Muitos desses eventos foram moda na altura mas posteriormente a 2005, tornaram-se ilegais os eventos de lebre na Inglaterra e no País de Gales, e a Copa de Waterloo não ocorreu desde então.
Galgos chegaram à América com os exploradores espanhóis durante os anos 1500 e foram alguns dos primeiros cães registrados em exposições de cães americanos durante os anos 1800, de acordo com o American Kennel Club (AKC). Houve alguns galgos famosos nas Américas durante os tempos coloniais, entre eles um galgo chamado Azor, do líder militar alemão e que foi a companhia do barão
Von Stueben, durante um longo inverno em Valley Forge, enquanto o Exército Continental estava sendo treinado durante a Guerra Revolucionária. Azor foi relatado como um galgo muito grande com grandes patas que acompanhavam Von Stueben em todos os lugares.
General Custer e seus Greyhounds
Em meados de 1800, os galgos foram importados da Irlanda e da Inglaterra principalmente para caçar os coelhos e proteger as plantações dos agricultores, tornaram-se vitais para os proprietários de fazendas no meio-oeste americano. Um famoso dono de galgos durante este tempo foi o general George Custer. Dizem que na véspera da batalha em Little Big Horn, o General Custer enviou os seus galgos para a cidade com um de seus oficiais militares, para garantir a segurança de seus cães. Custer foi relatado como possuindo mais de 40 galgos.
Foi depois de ano de 1900 que as corridas de galgos foram introduzidas nas Américas. Owen Patrick Smith inventou a isca de coelho artificial que se movia em uma pista circular em Emeryville, Califórnia em 1926. Este seria o começo das corridas de galgos nos EUA, mas realmente foi só depois do ano 1930 que as corridas de galgos começaram a existir, e os galgos a serem explorados duma forma desumana e cruel, perdendo todo o respeito e dignidade que durante séculos lhes foi atribuído, para serem explorados e forçados a correr, beneficiando uma indústria competitiva e organizada, onde é permitido que o público aposte no resultado, e a maioria dos animais dopados, descartados ou mortos no final.
O galgo é o primeiro cão mencionado na literatura. A primeira menção de qualquer raça canina na literatura remonta a cerca de 800 aC. Na literatura grega, um livro chamado The Odyssey contou a história de um homem chamado Odysseus que saiu de casa por 20 anos. Quando chegou em casa, o único que o reconheceu foi seu Greyhound “Argus”, que era apenas um filhote quando saiu de casa.
O galgo é a única raça de cão mencionado na Bíblia (versão King James, Provérbios 30: 29-31)
29 “Existem três coisas que são magníficas, sim, quatro únicas e majestosas de se ver;”
30 “Um leão, o mais forte entre os animais e que nada teme;”
31 “Um galgo; Um bode também; E um rei à frente de seu exército.”
Dia 1 de Fevereiro Dia Mundial do Galgo
Dia 1 de Fevereiro, dia Mundial do Galgo.
Este dia é assinalado para que nós, humanos, possamos ser a voz destes animais que levam uma vida cheia de medo e crueldade. Quando são considerados inúteis, são barbaramente mortos, pendurados em árvores, lançados em poços, espancados até à morte ou abandonados…
Conheça um pouco do que se passa em Espanha. ( http://www.diadelgalgo.es/ )
A intervenção de diversas Organizações de causa animal já levou a que alguns países abolissem as corridas de galgos.
Enquanto uns proíbem essas corridas, aqui em Portugal parece que é um fenómeno que está em enorme expansão!
SIGN THE PETITION : http://chng.it/qmvNZrkT internacional liderada pela Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Macau, Pet levrieri e GREY2K USA. que se juntaram para proibir as corridas de galgos em Portugal, tornando-se assim a voz destes animais, exigindo a sua abolição, na grande maioria das vezes as corridas de galgos envolvem ou colocam em risco a saúde do animal, quer por uso de substâncias metabolizantes quer pelo esforço continuado, muitas vezes até à morte ou até ao desgaste físico incapacitante.”
Se ainda não assinou, ainda vai a tempo de o fazer.
Os galgos adoram correr, pois que corram por vontade própria e em Liberdade como qualquer outro animal de estimação.
Galgo o cão mais antigo do Mundo sua história e raças
Sua principal diferença dos outros cães é a velocidade. Há muitos séculos atrás, pensa-se que teriam sido utilizados na caça de cervos, gamos e javalis. Atualmente esta nobre raça ficou estigmatizada como cão de corridas em canídromos e na caça de lebres mecânicas.
Esta raça têm uma visão extremamente apurada. Outra característica importante é o fato dela ser muito ágil e rápido, podendo atingir os 70 km/h.
Foram representados através de monumentos no antigo Egipto, numa época que remonta há mais de 2 mil anos a. C. Até mesmo os gregos e romanos na antiguidade, apreciavam o cão quanto a sua musculatura bem desenvolvida e a sua rapidez surreal. Os reis e senhores da Idade Média, atribuíam a sua beleza principalmente à elegância e à aristocracia. Portanto eram considerados cães nobres, de uma linhagem diferente.
Temperamento
Habilidades
| Nome Original | Galgo |
|---|---|
| Origem | Médio Oriente |
| Porte | Médio |
| Raças Galgos Conhecidas |
Greyhound, Whippet, Italian, Borzoi, Saluki, Azawakh, Sloughi, Iris Wolfhound, Deerhound, Pharaoh Hound, Magyar Agar, Ibizan Hound, Chart Polski |
| Cuidados Especiais | Necessita fazer algum exercício, caminhada diária, não gosta de estar sozinho. |
| Características Físicas | Cabeça: longa e estreita. Orelhas: de base ampla, triangular. Olhos: Pequenos, oblíquos, amendoados, castanhos, de preferência escuro |
| Altura média | Macho – 62 a 70 cm • Fêmea – 60 a 68 cm |
| Peso médio | Macho – 25 a 30 kg • Fêmea – 20 a 25 kg |
| Expectativa de Vida | 12/14 anos |
| Cor da Pelagem | (Bicolor e tigrado) – preta, branca, creme, amarelo, castanho, avermelhada e canela |
| Tipo da Pelagem | Densa e fina ou grossa e quente. |
| Características principais | Veloz, ágil, tímido, inteligente, obediente, dócil, afetuoso, tranquilo, asseado. |
Galgo Espanhol Origens, História e Temperamento
Galgo Espanhol
(outros nomes: Galgo Español, Spanish Greyhound)
|
História
O Galgo Espanhol é um exemplo de uma raça bastante antiga, cujas origens se perderam entre civilizações. Crê-se que descenda dos galgos que povoam a península arábica e o norte de África, tais como o Saluki e o Sloughi.
Não se sabe ao certo se o Galgo Espanhol já existia na Península Ibérica aquando da sua ocupação pelos Celtas, Iberos e Lusitanos, mas sabe-se que já habitava a região no tempo do Império Romano. O elo que ainda falta descobrir é se o galgo foi introduzido por estes, ou se os romanos efectivamente entraram em contacto com ele quando invadiram a península ibérica.
Uma das primeiras referências a galgos especificamente em Espanha data do século II e foi deixada por Flavio Arriano, um historiador grego que escreveu a obra Cinegéticos. Nesta obra descreve a raça, a sua presa, as lebres, e a sua forma de caçar, tornando-se evidente as várias semelhanças entre o Galgo Espanhol actual e o galgo que habitava a península ibérica na altura.
Ao longo dos séculos, outras evidências de galgos espanhóis foram deixadas. Uma delas é o mural da Ermida de San Baudelio de Casillas, em Sória, que data do século XII. Nele pode-se observar uma cena de caça à lebre, onde estão representados três cães, animais muito semelhantes ao Galgo Espanhol.
É de notar também que nos séculos anteriores, século VIII, IX e X, a península ibérica foi ocupada pelos Árabes que poderão ter cruzado os galgos locais com o Sloughi, realçando assim a influência dos galgos árabes na construção do Galgo Espanhol.
O Galgo Espanhol adaptou-se ao terreno e ao clima ibérico, tornando-se um valioso cão de caça à lebre para todas as classes. Era também usado como cão de guarda e apesar do seu forte ser a visão, também era capaz de seguir o rastro das presas utilizando o olfacto.
Nos séculos XVI, XVII e XVIII, o Galgo Espanhol foi exportado em massa para outros países europeus, com particular destaque para a Inglaterra e Irlanda. O Galgo Inglês, Greyhound, tem na sua ascendência sangue do Galgo Espanhol. Estas duas raças estão de facto bastante interligadas. No século XX, a cruzas entre elas generalizou-se, sobretudo para fins de corrida de cães e caça, ao ponto de o tipo Espanhol estar em risco. Contudo, o Galgo Espanhol estava muito bem adaptado ao terreno e à caça de lebre, tendo sido mantido neste meio livre de cruzamentos com outras raças.
Nos anos 70 do século XX, começou-se a recuperar o tipo original da raça, tendo como objectivo o reconhecimento internacional. Em 1983, o estalão da raça foi aceite pela Federación Canina Internacional (FCI), relançando a raça internacionalmente, mas sobretudo no seu país de origem, Espanha. Com a publicação do estalão, a criação do Galgo Espanhol deixou de comportar a introdução de sangue de outras raças, contribuindo para a separação entre o Galgo Espanhol e o Inglês.
Temperamento
O Galo Espanhol é um cão independente e tímido. Devido a estas características é um cão difícil de treinar. Sério e reservado, não é muito dado a brincadeiras ou demonstrações exageradas de afecto. Contudo não precisa de treino para fazer aquilo que sabe melhor: participar na caça à lebre, onde a sua personalidade enérgica e viva é realçada.
Necessita de bastante exercício, sendo quase obrigatória uma corrida diária. Pode viver num apartamento, desde que suficientemente exercitado, mas o ideal seria uma casa com um quintal de tamanho médio.
Como cão de caça, roedores e gatos são vistos como presa, mas o Galgo Espanhol pode conviver com outros animais, desde que tenha sido habituado a eles desde pequeno.
Ainda são poucas as pessoas que têm um Galgo Espanhol apenas como cão de companhia, sendo que a maioria deles são adoptados a caçadores quando estes já não servem para a caça.
Descrição
O Galgo Espanhol é um cão de porte nobre. Os machos devem ter entre 62 e 70 cm e as fêmeas entre 60 e 68 cm, sendo permitido um desvio de 2 cm nos exemplares perfeitamente proporcionados.
Elegante, o Galgo Espanhol é um cão de linhas finas, ligeiramente mais comprido do que alto. A cabeça é longa e a afunilar, terminando num pequeno nariz de cor preta. Os olhos são pequenos e oblíquos, de preferência escuros, de cor castanha, transmitindo calma, mas também timidez. As orelhas são largas na base, em forma de rosa e de inserção alta.
Este cão tem uma estrutura óssea compacta, com a barriga bastante metida para dentro. O peito é poderoso e profundo, mas pouco largo. A cauda é de inserção baixa, comprida, afunilando até à ponta. Em repouso, permanece baixa, em contacto com as pernas.
A pelagem do Galgo Espanhol é densa, mas fina, bastante suave ao toque. Existem algumas cores mais típicas no Galgo Espanhol, tais como o bronze e preto, o preto, castanho, amarelo, vermelho, branco e canela. Mas todas as cores são aceites.
Saúde e Higiene
O Galgo Espanhol é um cão bastante saudável, não apresentando particular incidências em relação às doenças que costumam afectar os cães de grande porte.
Fácil de manter, o pêlo do Galgo Espanhol apenas exige cuidados semanais: uma boa escovagem para remover a sujidade.












