Naquelas alturas em que os nossos “meninos de quatro patas” fazem asneiras tenha em conta que:
Nunca o castigue dando-lhe palmadinhas com pantufas, sapatos, roupa, objetos pessoais pois ele irá memorizar esses objetos como algo a “destruir”. Ensine-o ameaçando com a mão ou um jornal, de preferência algo que faça barulho e não magoe, assim ele compreende a mensagem e não faz associações.
Se o seu animal faz xixi em casa, não lhe “bata” nem fique histérica/o quando chega, ele já nem se lembra do que fez e nem percebe porque lhe ralham, apenas fica assustado e foge com a alteração de voz.
Leve-o até ao local onde prevaricou, contrariando a vontade dele, coloque-lhe o focinho a cheirar a urina (não é esfregar), falando sempre com tom zangado com ele a dizer por exemplo, ” -Mas o que é isto!” depois leve-o até ao local onde devia ter feito e diga-lhe “- Xixi é aqui.” ou “- Xixi é na rua.” e deixe-o ali de castigo um bocado a pensar na vida dele…insista até ele associar e aprender, note que estes ensinamentos resultam mesmo depois de adoptados adultos, em pequenos normalmente a partir dos 5/6 meses deixa de acontecer, mas antes disso são muito jovens e nem têm capacidade para reter muitas horas a urina.
Fale com o seu animal como se ele fosse uma criança de 6/7 anos, na realidade ele nunca deixará de ser um criançola, a não ser quando for velhinho e não querer que o “chateiem”. Ensinar uma animal é igual a ensinar um filho, eles aprendem muito vocabulário, desde que vá sempre falando com ele e explicando-lhe as coisas. Tem apenas de desenvolver essa actividade cerebral no seu animal pelo ensinamento, tal como uma criança pequena exactamente da mesma forma e com a mesma insistência, parece complicado mas é simples.
Uma das formas de ensinar a não fazer asneiras é dar-lhe um “biscoito para cão” quando se portam bem, eu por exemplo, para fazer com que o meu cão deixasse de escavar o jardim e arrancar a relva todos os dias, quando regressava a casa abria a porta, via-lhe as patinhas, se tinham terra/lama ficava furibunda e ralhava-lhe a dizer ” – Que feio não se escava”, limpava-lhe as patas antes de ele entrar e depois mandava-o de castigo para a cama.
Nos dias em que ele entrava e eu pedia para ver as patas e estavam limpas, dizia-lhe
“-Que lindo não escavou muito bem!” e dava-lhe um biscoito, xi ?e muitas festinhas.